Ginecologia

Anticoncepcionais
(Métodos Contraceptivos)

Saiba qual é melhor anticoncepcional para o seu perfil

A mulher pode planejar quando deseja engravidar. E para evitar uma gravidez não planejada ela pode fazer uso de vários métodos contraceptivos diferentes. Existem os métodos hormonais, os métodos de barreira, os comportamentais e os métodos cirúrgicos.

Entre os métodos hormonais temos:

  • os anticoncepcionais orais (ACO), as famosas pílulas anticoncepcionais,
  • os anticoncepcionais injetáveis mensais e trimestrais,
  • os adesivos,
  • o anel vaginal,
  • os implantes subcutâneos

Entre os métodos de barreira temos como opção a camisinha masculina e feminina e o diafragma – estrutura de látex que é colocado no colo do útero antes da relação pela própria mulher e retirada depois. E como métodos comportamentais temos a tabelinha, percepção do muco cervical, temperatura corporal pela manhã e o coito interrompido. Temos também o dispositivo intrauterino que age por vários mecanismos distintos.

Qual É o Melhor Anticoncepcional? Como Tomar Anticoncepcionais?

Diante de tantos métodos, a escolha do mais adequado para cada mulher deve levar em conta vários fatores, como a idade da mulher, se ela é fumante, seus antecedentes clínicos – se já teve trombose, pressão alta, doenças cardíacas, enxaqueca, doenças do fígado e outras medicações que esta mulher faça uso de maneira contínua.

Levando em consideração todos esses fatores, temos que aconselhar quais os métodos mais interessantes para a paciente e a mesma pode decidir o que acha melhor para ela naquele momento.


Tipos de Anticoncepcionais

Falaremos agora sobre os métodos mais usados.

Pílula anticoncepcional

Pílula Anticoncepcional

Anticoncepcional oral

A pílula anticoncepcional evita a gestação em 97 a 98%...
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Injeção anticoncepcional

Injeção Anticoncepcional

Anticoncepcional injetável

Facilidade de administração a cada 30 dias ou a cada 90 dias...
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Pílula do dia seguinte

Pílula do Dia Seguinte

Após relação sexual desprotegida

A pílula do dia seguinte deve ser usada em situação de excessão...
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DIU Mirena e Diu de Cobre (Dispositivo Intra Uterino)

DIU

Dispositivo Intra Uterino

Alta eficácia, longa duração de 5-10 anos...
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Anticoncepcional oral (Pílula anticoncepcional)

As pílulas anticoncepcionais são compostas por um estrogênio e uma progesterona. O estrogênio, na maioria das vezes, é o mesmo, o etinilestradiol (EE). O que vai diferir uma pílula de outra é a concentração do estrogênio e qual a progesterona.

A pílula anticoncepcional é efetiva para evitar a gestação em 97 a 98% das vezes. Seu mecanismo de ação principal se dá pela inibição da ovulação. 

Como Tomar Pilula Anticoncepcional

A pílula anticoncepcional deve ser tomada a partir do primeiro dia de menstruação. A partir de então, deve ser tomada todos os dias no mesmo horário. Caso seja uma pílula que tenha pausa deve ser tomada os 21 dias, feito a pausa de 7 dias e iniciada nova cartela após a pausa. Não se deve esperar o término da menstruação para iniciar uma nova cartela. Geralmente a mulher sangra no período de pausa entre as cartelas, embora não seja regra.

Existem pílulas de 24 dias com pausa de 4 dias e pílulas para serem tomadas de forma contínua em que a mulher não menstrua e isso não traz prejuízos para ela. Nesses casos, não há formação de menstruação, nem menstruação retida, como algumas pacientes pensam.

As pílulas diferem entre si e cada uma tem alguma particularidade, sendo que algumas retém menos líquidos, outras são melhores para pele, e cada mulher vai se adequar a uma pílula diferente de outra mulher.

Os ACO não são indicados para fumantes, especialmente com mais de 35 anos, mulheres hipertensas, com antecedente de trombose, doença isquêmica do coração, AVC, SAAF, enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura em mulheres com mais de 35 anos, mulheres que estejam amamentando e que tenham antecedentes de câncer de mama ou de fígado.

Mulheres que estejam amamentando podem fazer uso dos anticoncepcionais que contenham apenas progesterona. Assim como em algumas das contraindicações acima citadas, esse anticoncepcional pode ser utilizado.

Nenhuma medicação deve ser iniciada sem que a paciente tenha passado por uma consulta médica e tenha sido feita uma prescrição individualizada de acordo com a sua história clínica e exame físico.


Anticoncepcional injetável (Injeção anticoncepcional)

A injeção anticoncepcional age de maneira semelhante às pílulas anticoncepcionais, tendo como principal mecanismo de ação o bloqueio da ovulação.

Tem a facilidade de ter sua administração a cada 30 dias ou a cada 90 dias e o desconforto de ser uma injeção. Deve ser aplicada na região glútea e a área da injeção não deve ser massageada.

Hoje, no Brasil, dispomos das seguintes injeções anticoncepcionais:

Mensais: Mesigyna, Noregyna, Perlutan, Cyclofemina;
Trimestrais: Depoprovera.

A injeção anticoncepcional pode ser um combinado de estrogênio e progesterona (todas as mensais) ou ser só de progesterona (trimestral – depoprovera).

O estrogênio utilizado nos injetáveis mensais é natural e, portanto, mais fisiológico do que os utilizados nas pílulas anticoncepcionais combinadas contendo etinilestradiol. Assim, o tipo e intensidade dos efeitos colaterais nas injeções tendem a ser diferentes.

De fato, estudos têm mostrado que as injeções anticoncepcionais têm um menor efeito sobre a pressão arterial, hemostasia e coagulação, metabolismo lipídico e função hepática em comparação com as pílulas orais.

Vantagens da injeção anticoncepcional

  • Não exige ação diária
  • É discreto
  • Seu uso pode ser interrompido a qualquer momento
  • A fertilidade retorna em curto espaço de tempo
  • Não interfere no prazer sexual

Efeitos colaterais da injeção anticoncepcional

  • Alteração do padrão da menstruação
  • Menor intensidade ou menos dias de menstruação
  • Menstruação irregular
  • Ausência de menstruação
  • Ganho de peso

Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte deve ser usada em situação de excessão quando a mulher tem uma relação sexual desprotegida e não deseja correr o risco de engravidar.

Vale lembrar que a mulher não deve usar a pílula do dia seguinte habitualmente. A mulher deve tomar 1,5 mg de levonorgestrel em dose única e em até 72 horas após a relação sexual desprotegida.

Quanto antes for administrado o medicamento, menor o risco de gravidez. Por isso, assim que tiver a relação desprotegida, a mulher deve logo tomar a pílula do dia seguinte.

Vale lembrar que essa medicação não protege de doenças sexualmente transmissíveis que podem ser contraídas após a relação sexual desprotegida.


Dispositivo Intra Uterino (DIU)

O Dispositivo Intra Uterino (DIU) tem sido o método contraceptivo de escolha de um número crescente de mulheres. Sua alta eficácia semelhante a da laqueadura tubárea, sua longa duração de 5-10 anos a depender do tipo de DIU e rápido retorno à fertilidade após término do uso são algumas das vantagens desse método. Vamos detalhar cada um dos tipos de DIU disponíveis no nosso meio:

DIU Mirena

O DIU é um objeto em formato de “T” que mede 32mm especialmente desenhado para se alojar no interior do útero. Ele é revestido com levonorgestrel, um tipo de progesterona, que vai sendo liberada em doses constantes (inicialmente 20 microgramas, decaindo nos anos subsequentes) ao longo dos seus 5 anos de ação.

A ação contraceptiva do DIU Mirena se dá por vários mecanismos: pelo espessamento do muco do colo do útero, dificultando a entrada do espermatozóide no útero; ação da progesterona sobre o endométrio, camada interna do útero, que, dessa forma, não consegue se preparar para receber o bebê.

É importante frisar que o DIU Mirena leva à inibição da ovulação somente em torno de 25% das usuárias, não sendo um método anovulatório. Por levar a uma atrofia do endométrio, a maioria das mulheres que usa o método fica sem menstruar, sem que isso seja um problema para elas.  Por isso, esse método é indicado para mulheres que têm ciclos menstruais com sangramento aumentado.

A inserção do DIU pode ser feita no consultório e pode ser desconfortável para algumas mulheres. Porém, as cólicas costumam passar em menos de 24 horas. É um método extremamente seguro e com eficácia semelhante a da laqueadura tubárea. Caso a paciente deseje engravidar, basta retirar o DIU no consultório e em um mês ela já deve ter ciclo menstrual ovulatório com possibilidade de gravidez.

DIU de Cobre

O DIU de cobre é indicado para mulheres que desejam fazer uso do DIU e não desejam fazer uso de nenhum tipo de hormônio, ou que desejam um método, eficaz, duradouro, discreto e que não interfira na pratica sexual.

A eficácia do DIU de cobre é superior à da pílula anticoncepcional, uma vez que não requer o hábito do uso diário da medicação.

Após a inserção, pode ser mantido por até 10 anos. Seu mecanismo de ação se dá pelo efeito do cobre causando alterações no ambiente intrauterino e tornando-o hostil para a implantação de um embrião, além de alterar o muco do colo do útero dificultando a ascenção de esperma e tendo efeito espermicida.

Um dos possíveis efeitos indesejados é o aumento do fluxo menstrual e a cólica, que acontece apenas em algumas mulheres.

Assim como com o DIU Mirena existem os riscos relacionados à inserção do DIU de cobre, que são a infecção uterina e a expulsão do DIU pelo útero que tem maiores chances de ocorrer no primeiro ano de uso do método.

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