Obstetrícia

Pré Natal de Baixo e Alto Risco

Saiba como garantir uma gravidez segura

A partir do momento em que a mulher se vê diante de um teste de gravidez positivo é preciso iniciar seu pré-natal. O acompanhamento médico é fundamental para identificar doenças na gravidez ou fatores de risco que a mãe e o bebê possam estar expostos e, consequentemente, tomar as medidas necessárias o quanto antes, visando garantir uma gravidez segura e tranquila.

O pré-natal é o momento que a mãe e a família daquela criança que está sendo gerada têm para tirar todas suas dúvidas, sejam elas tão simples como se pode tomar café ou se pode pintar o cabelo ou dúvidas mais complexas como as que dizem respeito a qual tipo de parto escolher.  

Normalmente, o acompanhamento pré-natal é feito por meio de consultas mensais até a 32a semana ou 8o mês de gestação. Depois desse período, em razão da proximidade do parto, os encontros com a médica deverão acontecer com maior frequência devendo ser quinzenais ou semanais, dependendo de cada caso. Isso é necessário porque o atendimento deve ocorrer de forma individualizada e de acordo com as necessidades e quadro clínico de cada paciente.

Pré Natal De Alto Risco Obstetra Especializada Da Usp

Rotina do Pré-Natal

Consultas do Pré-Natal consultas gestação com obstetra

Consulta Pré-concepcional

O planejamento da gestação

A consulta pre concepcional é fundamental para que a mulher (ou idealmente o casal) tenha uma avaliação médica completa.
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Exames que a gestante deve fazer no Pré-Natal

Exames do Pré-natal

e Ultrassom na Gravidez

Conheça os exames laboratoriais e tipos de ultrassonografia fetal mais importantes.
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Vacinas que a gravida deve tomar na Gestação

Vacinas na Gravidez

Prevenindo Diversas Doenças

Conheça as vacinas que devem ser tomadas para imunização da gestante e do bebê.
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Consulta Pré-concepcional

Ao decidir que é chegada a hora de ser mãe é normal que a maioria das mulheres tenham muitas dúvidas, medos e anseios. Para dirimí-los, ter uma ginecologista e obstetra por perto é importantíssimo já que desejamos que tudo ocorra da melhor forma possível nesse momento crucial na vida de qualquer casal.

A consulta da mulher (ou, idealmente, do casal) que antecede a gravidez é chamada de consulta pré-concepcional. Nela, a mulher passará por um check-up feito por intermédio de exame clínico e de exames laboratoriais para que seja liberada com segurança para tentar engravidar. Esse é o momento perfeito para, por exemplo, iniciar a suplementação de ácido fólico visando a prevenção de má formação do cérebro do bebê.

Caso a paciente já possua alguma doença pré-existente como diabetes, pressão alta, doenças da tireóide - como hipotireoidismo ou hipertireoidismo -, antecedente de trombose ou ainda algum antecedente obstétrico desfavorável, esse primeiro contato se torna ainda mais importante.

Apesar da consulta pré-concepcional ser muito importante, não é preciso se desesperar caso sua gestação tenha acontecido sem planejamento ou caso não tenha sido feita essa consulta inicial. O importante é que daqui para frente você siga todos os passos necessários para que a gestação e o parto aconteçam com a tranquilidade e beleza desejada.

Exames do Pré-natal

Na primeira consulta de pré-natal, são pedidos vários exames laboratoriais os quais incluem:

· Glicemia de jejum – na intenção de avaliar presença de diabetes gestacional; 
· Hormônios tireoidianos – TSH e T4 livre - para avaliar disfunções da endócrinas como hipotireoidismo ou hipertireoidismo;
· Sorologias – HIV, VDRL, Hepatite B, Hepatite C, rubéola, toxoplasmose;
· Exame de urina, exame de fezes, tipagem de sangue, hemograma, entre outros.

Esses são os exames de pré-natal básicos que devem ser pedidos para todas as gestantes. Porém, de acordo com cada caso, alguns exames podem ser acrescentados quando necessários. É também nesta primeira consulta do pré-natal que é realizada a ultrassonografia fetal para avaliação do bebê.

Feitos os exames necessários, a gravidez poderá ser acompanhada de duas formas: caso a paciente seja saudável e os exames estejam todos dentro da normalidade, o pré-natal é considerado de baixo risco, tendo menor probabilidade de complicações futuras durante a gravidez, parto e pós-parto; caso a paciente tenha alguma doença prévia ou tenha sofrido alguma intercorrência em gravidez anterior, como pressão alta na gravidez ou parto prematuro, esta gestação precisará de acompanhamento mais rigoroso e consultas mais frequentes que o habitual já que trata-se de um pré-natal de alto risco no qual medidas preventivas devem ser tomadas para garantir o bem estar da mãe e do bebê.


Ultrassom na Gravidez

Assim que a paciente descobre que está grávida seu primeiro instinto é querer fazer uma ultrassonografia para ver o bebê. Porém, caso seu atraso menstrual seja de poucos dias e seus valores de betaHCG sejam baixos é possível que ainda não seja visualizado nem o embrião, nem o saco gestacional na ultrassonografia, o que pode gerar bastante ansiedade para aquela mãe. Isso ocorre porque o primeiro sinal ultrassonográfico de gestação é a visualização do saco gestacional que só acontece com cerca de 5 semanas. Depois disso aparece a vesícula vitelínica e somente com 6 semanas de gestação conseguimos ver o embrião no ultrassom.

Essa primeira ultrassonografia tem como principais objetivos comprovar que a gestação está acontecendo dentro do útero (e não se trata de uma gravidez nas trompas), determinar se a gestação é evolutiva, determinar o número de embriões e determinar a idade gestacional (quantas semanas de gestação).
Esse primeiro ultrassom, apesar de não haver consenso na literatura sobre isso, geralmente é feito com sete semanas de gestação caso não tenha sido identificado nenhum problema até então, como sangramento vaginal ou cólicas fortes.
 
Em seguida, a paciente precisa fazer a ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre que pode ser realizada entre 11 semanas e 3 dias e 13 semanas e 6 dias. Esse ultrassom é muito importante pois permite calcular o risco de trissomias, entre elas a trissomia do cromossomo 21 - a síndrome de Down. A identificação desses problemas é feita a partir de alguns marcadores ultrassonográficos, sendo os principais deles a translucência nucal aumentada e a ausência do osso nasal.
 
A translucência nucal é uma medida feita de uma região da nuca do bebê que quando aumentada pode ser indicativo de síndrome de Down. A não visualização do osso nasal nesta fase também está associada a esta síndrome. Porém, atenção! Isso não quer dizer que todo bebê com a translucência nucal aumentada tem síndrome de Down e nem que todo bebê em que o osso nasal não for visualizado tem síndrome de Down. Esses são apenas alguns marcadores usados para o cálculo do risco. Existem outros marcadores como a idade da gestante e valores de exame de sangue que associados dão o risco, mas nunca dão certeza. Além disso, nesta ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre já é possível detectar algumas malformações fetais. Contudo, ainda não conseguimos saber se é menino ou menina, pois a genitália não está formada nesta época da gestação. Essa identificação só poderá ser feita através da ultrassom após a 16a semana.

O próximo ultrassom importante é a ultrassonografia morfológica de segundo trimestre que deve ser feita entre 20 e 24 semanas de gestação. Com essa ultrassonografia examinamos detalhadamente cada parte do corpo do bebê para ter certeza se existe ou não alguma malformação fetal.

A rigor, essas são as ultrassonografias mais importantes. As demais servem para acompanhar o ganho de peso do bebê, o seu bem estar e como está a quantidade de líquido amniótico. Também existem algumas outras medidas que podem ser tomadas para ter certeza do bem estar do bebê. A dopplerfluxometria ou simplesmente doppler é uma delas. Ela é capaz de estudar o fluxo de sangue através do cordão umbilical, artérias uterinas e alguns vasos dentro do corpo do bebê. Esta informação ajuda o obstetra a saber como está a circulação de sangue placentária e fetal, condição que, se comprometida, pode diminuir o fluxo de sangue destinado ao bebê fazendo com que o útero não seja um ambiente seguro para o mesmo.

Além disso, em todo ultrassom o bebê deve ter sua anatomia reavaliada de forma sumária. Porém, conforme ele vai crescendo fica mais difícil avaliar certos detalhes. É importante ainda destacar que no nosso pré-natal sempre fazemos ultrassonografia fetal. Afinal, toda mamãe gosta de ver seu bebê sempre que possível para ter certeza que está tudo bem com ele, não é mesmo?


Vacinas na Gravidez

Existem três vacinas que devem ser tomadas na gravidez: a dTpa, hepatite B e influenza. A dTpa é também chamada de tríplice bacteriana e confere imunidade contra o tétano, a coqueluche e a difteria. Normalmente, essa vacina é administrada na infância devendo ser administrada uma dose de reforço a cada 10 anos. Caso a gestante tenha tomado reforço há menos de 5 anos, não é necessário tomar uma nova dose; caso a última dose tenha sido há mais de 10 anos é necessário tomar duas doses com um intervalo de 60 dias entre elas; caso tenha sido entre 5 e 10 anos é necessário a administração de apenas uma dose.

A vacina deve ser tomada a partir da 27a semana de gestação e até 20 dias antes do parto. A importância dessa imunização é proteger contra o tétano neonatal, uma doença de alta mortalidade cuja transmissão da bactéria acontece pelo umbigo do recém-nascido. Ao tomar a dTpa a gestante produz anticorpos que são transmitidos ao recém-nascido conferindo proteção também contra a coqueluche, doença conhecida por causar acessos de tosses. A coqueluche é uma doença potencialmente grave, principalmente em menores de um ano de idade, podendo chegar a causar até mesmo óbito.

 A segunda vacina necessária, não sendo a gestante já imunizada, é contra a hepatite B e também pode ser feita a partir da 27a semana de gravidez, sendo o esquema completo constituído por 3 doses, sendo a segunda dose feita um mês após a dose inicial e a terceira dose 6 meses após a dose inicial (0-1-6 meses).

A terceira e última vacina que deve ser tomada durante a gestação é contra a influenza, o vírus da gripe. Essa vacina, que pode ser administrada em qualquer fase da gestação, é composta por vírus mortos ou subunidades inativas dos vírus, razão pela qual não causa infecção nem mesmo leve.

Obstetra Particular Em São Paulo - Pré-Natal, Parto Humanizado e Parto Cesariana

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Acompanhamento pré-natal de gestações de baixo e alto risco, parto humanizado, normal e cesárea.

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Especialista em Medicina Fetal Em Sp, Diagnóstico e Tratamento de Doenças do Feto e Bebê

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Dra. Yzabel é especialista em medicina fetal, para diagnóstico e tratamento de doenças do bebê.

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